Nos últimos meses, a farmacêutica estadunidense Pfizer, em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTec, têm acelerado o processo de testes da vacina contra o coronavírus. O medicamento desenvolvido pelas companhias já passou por duas etapas da pesquisa.
Na terceira fase é feito o estudo clínico, que recentemente foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ocorrer testes no Brasil. Com a autorização, as instituições poderão fazer a análise de duas das quatro vacinas criadas.
Este mesmo procedimento será feito em outros países, contando com cerca de 29 mil voluntários. De acordo com a Anvisa, o estudo será realizado em dois estados do país com o auxílio de alguns institutos de pesquisa.
Veja como será feito a pesquisa da terceira fase da vacina contra covid-19, que ocorrerá no Brasil.
Testes autorizados no Brasil
Nesta quarta-feira (22), a Anvisa anunciou que foi liberado o estudo clínico das vacinas desenvolvidas pela Pfizer e BioNTech. As empresas elaboraram quatro desses medicamentos, no entanto, apenas dois serão testados no país dando início à fase 3 dos testes.
A análise e acompanhamento da eficácia será feito em 29 mil pessoas ao redor do mundo, deste número mil serão do Brasil. Os estados selecionados para esta operação foram Bahia e São Paulo.
Segundo a Anvisa, a escolha dos voluntários será de responsabilidade do Centro Paulista de Investigação Clínica (CPIC) e da Instituição Obras Sociais Irmã Dulce instituições de pesquisa que foram os institutos indicados pelas companhias.
“O ensaio clínico aprovado é um estudo controlado com placebo, randomizado, cego para o observador, de determinação de dose, para avaliar a segurança, a tolerabilidade, a imonogenecidade e a eficácia da vacina”, comunicou a agência.
De acordo com a Pfizer, a análise começará em agosto. O estudo que será realizado pelas empresas norte-americana e alemã é o terceiro ensaio aprovado pela Anvisa para acontecer no Brasil.
Governo americano demonstra interesse pela vacina
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou que, caso o estudo clínico da Pfizer confirme a eficácia da imunização contra o coronavírus, o governo americano irá adquirir 100 milhões de vacinas.
O valor que será pago pelo medicamento está estimado em 1,95 bilhões de dólares. Enfim, a negociação entre o país e a empresa poderá acarretar 500 milhões de vacinas adicionais, conforme o InfoMoney.
Recentemente, também foi autorizada no Brasil a evolução dos testes das vacinas desenvolvidas pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. Além delas, a asiática Sinovac juntou-se ao Instituto Butantan para iniciar as pesquisas da imunização que seguem os estudos para o procedimento.